O homem é livre para fazer o que quer, mas não para querer o que quer

Der Mensch kann zwar tun, was er will,

aber er kann nicht wollen, was er will.

Arthur Schopenhauer

Muito se fala sobre a tal da liberdade. Não há quem não a deseje. Desde crianças aprendemos a noção do que é ou não ser livre, nem que seja por querer comer um doce antes do jantar. Crescemos e continuamos a perseguindo incansavelmente, mas até onde realmente existe o livre arbítrio do querer?

Você já se apaixonou? Você já se endividou? Você já perdeu alguém? Você já ficou doente?

Não há como evitar que essas coisas aconteçam, assim como não dá para evitar os sentimentos que vem com essas situações. O que você, não só pode, como deve é escolher a melhor maneira para lidar com eles. Concorda que existem milhares de possibilidades de se sair do ponto A e chegar ao ponto B? Às vezes, o apaixonado não acha que deve ficar com a pessoa por quem se apaixonou e então ele contorna seu caminho para superar e seguir em frente, o que não muda o fato de que ele se apaixonou em algum momento.

A liberdade genuína é uma ilusão, seus sentimentos nascem de acordo com as situações em que a vida te coloca. Ou por decisões e influências de terceiros ao seu redor, ou por ocorrências naturais da própria vida mesmo. Mas essa ilusão pode ser uma ilusão doce, se assim você desejar. Lembra daquele papinho do departamento de RH sobre resiliência? É mais ou menos por aí, você aprende a se adaptar e a dançar conforme a música para contornar seu caminho e chegar onde almeja.

Somos seres racionais e a grande vantagem sobre isso é que sempre teremos a opção da escolha. Não dá para escolher não sentir, mas você sempre pode escolher o que fazer em relação ao que você sente.

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hakuna matata

E quem nunca ouviu a famosa expressão hakuna hatata apresentada pelos queridinhos Timão e Pumba?

Hakuna matata significa, literalmente, “sem problemas“, no idioma suaíli (língua falada na África oriental). E apesar do nosso amiguinho Timão ser um tanto radical em suas explicações, eu, particularmente, acho lindo o significado da expressão quando aplicado corretamente. Inclusive acho que deveríamos aderir como uma filosofia de vida mesmo.

Você precisa aprender com seus problemas e seguir em frente. Às vezes, simplesmente empacamos em certas situações, nos prendemos a coisas bobas que nos impedem de evoluir ou, até mesmo, de ser feliz, e a troco de que? Quanto mais cedo aprendermos a relaxar e esquecer um pouco os problemas, dar um tempo mesmo para sua cabeça esfriar, acredito que melhor viveremos.

Não é fugir dos problemas, é focar no que vale a pena e não encher sua cabeça com o que não te acrescenta. Saber a hora de virar a página é fundamental. E, lógico, nos dar as pausas que precisarmos ao longo do percurso. Afinal, merecemos, não é mesmo?

Não leve tudo tão a sério, saiba a hora de respirar e mais hakuna matata na sua vida! 🙂

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Mas por que a Alemanha?

Nos meus grupinhos de amizades eu sou a louca do intercâmbio. Sempre que alguém está pensando sobre o assunto ou tem vontade de planejar algo, vem falar comigo. Acho até engraçado, juro que não estou ganhando comissão de nenhuma agência gente (aliás bem que eu queria haha). Mas o fato é que sou apaixonada por essa ideia e acho mesmo que todo ser humano deveria poder ter a experiência de conhecer outros lugares, quaisquer que sejam.

E quem me conhece sabe que eu ainda quero conhecer o mundo todo, mas eu tenho um crush forte na Alemanha. Por que? Eu não sei se eu sei responder essa pergunta. Vira e mexe alguém me pergunta de onde veio esse meu entusiasmo e paixão pela cultura alemã. Eu lembro que na época do ensino médio eu olhava a sala de alemão no centro de línguas do meu colégio e achava o máximo. Sabe aquela coisa de “nossa, eles falam alemão” rs. Mas como fazia o espanhol e o inglês, não cheguei a realmente cogitar a hipótese.

Mas acho que foi aí que começou. A admiração marcou, sabe? Uau, é diferente. Uau, é preciso se esforçar. Uau, é muito bonito. E aí eu meio que fui alimentando essa ideia inconscientemente.

Meu pai trabalhou com táxi durante um período e ele fazia muitas corridas para a livraria alemã Bücherstube, pois era do lado do ponto dele, e também para o próprio Instituto Goethe. Com isso ele fez bastante amizade com algumas pessoas de lá. E ele sempre me falava sobre as conversas que ele tinha com essas pessoas e, de alguma maneira, isso foi aumentando a minha curiosidade sobre o assunto.

Eu comecei a realmente desejar aprender alemão. Não era uma ideia imediata, afinal eu nem julgava que o meu inglês era bom o suficiente ainda. Mas eu sempre comentava com meu pai que gostaria de fazer um dia. Depois de um tempo ele chegou até a ir olhar os preços lá no Instituto, mas era muito caro (para o meu bolso) e eu não estava com pressa, não era algo que eu precisava. Era um sonho para realizar um pouco mais no futuro.

E aí, um belo dia, meu pai pegou uma corrida no táxi de uma senhora alemã, a Frau Inge, e ele comentou sobre essa minha vontade com ela. E, gente, não é que a criatura era professora de alemão? Ela passou o contato dela para o meu pai na mesma hora e disse para eu ligar para ela que ela me daria aulas particulares se eu quisesse.

Confesso que fui pega de surpresa, eu não esperava começar uma nova língua naquele momento. Mas não dava para perder a oportunidade. Quantas vezes o professor simplesmente cai de paraquedas na sua vida? Um preço acessível, do lado de casa e ainda aula particular com uma professora incrível (claro que a parte do incrível eu só descobri depois que comecei as aulas rs).

E assim foi, em meados de 2015 comecei a estudar alemão e desde então não parei mais. Na época eu não sabia nem falar Alemanha em alemão rs. Mas a minha professora foi e é incrível, porque além de me ensinar a língua, ela sempre me ensinou muita coisa da cultura local. Principalmente dos lugares onde ela morou. Eu tenho até uma listinha de lugares que, segundo ela, não posso perder.

Essa é a Frau Inge com seu avental modelito Dirndl super fashion no meu aniversário do ano passado. Ela fez um Apfelstrudel dos Deuses para comemorarmos

Desde então, conheci muita gente, alguns graças a ela, outros pelos meus próprios caminhos, mas o fato é que tenho muito contato com nativos de lá. Então, eu diria que foi um conjunto de acontecimentos que me fizeram sonhar com a Alemanha, mas graças a Frau Inge que eu gostei tanto de me inserir nesse universo da batatolândia.

Hoje eu sou muito grata a ela. Já não faço mais aulas, pois tecnicamente era para eu estar na Alemanha desde maio deste ano (corona atrapalhou os planos, como eu contei aqui), mas ainda temos contato e teremos para sempre no que depender de mim. Ela conquistou meu coraçãozinho e fez eu me apaixonar pelas raízes dela.

Espero muito em breve conseguir, FINALMENTE, desembarcar na terrinha da salsicha. E você que está lendo, se tiver curiosidade sobre essa língua maravilhosa, vá sem medo. Eu sei, ela pode ser meio assustadora kkk mas nada que não dê para encarar e garanto que vale a pena. Eu amo falar alemão

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Closure

Já dizia nossa querida Rachel “I’m over you”. Só que a gente sabe que não era bem verdade. Quem aí já assistiu Friends provavelmente se lembra daquele em que o Ross fica sabendo. Para quem não viu, aqui vai um breve resumo: Rachel tem sentimentos por Ross, mas ele está com outra pessoa. Então ela decide sair com outros para tentar esquecê-lo. Obviamente não funciona e durante o péssimo encontro, o pobre date diz a ela que para superar ela precisa colocar um ponto final nessa história.

Saindo um pouco do contexto da série, eu bem concordo que existem situações, e não somente as amorosas, em que realmente precisamos de um encerramento, de um ponto final. O problema é que nem sempre conseguimos um e isso parece que vai matando nossa dignidade devagarinho. Mas a grande verdade é que confundimos o significado de closure. Temos essa necessidade de querer que o outro saiba que o superamos, mas ainda que consigamos fazê-lo saber, não é isso que realmente nos deixa prontos para seguir em frente. Eu diria, inclusive, que essa vontade nos mostra apenas o quanto não superamos a tal situação.

O ponto final que precisamos vem da gente mesmo. Somente quando você aceita lá no fundo do seu coraçãozinho que algo acabou e que você, não só pode, como vai ser muito feliz mesmo assim é que você, finalmente, consegue colocar um ponto final na história e virar a página para continuar escrevendo os próximos capítulos da sua vida. E tem mais, quando isso acontece, você se dá conta que já não faz diferença o que o outro sabe ou pensa sobre você, porque o seu coração está em paz e é só isso que importa.

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Tem gente que magoa a gente

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Tem gente que magoa a gente e a gente não esquece, mas a gente aprende a seguir em frente. Tem gente que diz que vai mandar mensagem, mas não manda. Tem gente que diz que vai ligar, mas não liga. Tem gente que promete que não vai nos machucar, mas machuca. Tem gente que simplesmente vai embora e você nem entende o porquê.

A gente fica com raiva e procura um motivo, uma explicação. Sinceramente acho que nem sempre tem um motivo e mesmo que tenha, que diferença faz? Se alguém escolheu não estar ali então é melhor que não esteja mesmo. Ninguém merece estar com alguém pela metade. A gente quer falar para o outro tudo que ele fez a gente sentir. A verdade é que o outro tem plena consciência que o que ele faz afeta você e ele faz mesmo assim porque ele não se importa. Dói admitir, por isso ficamos procurando outra razão. Não tem outra razão, o fato é que nem todo mundo vai gostar de você do jeito que você queria. E você tem que aprender a conviver com isso, está tudo bem, não tem problema nenhum. Você não vai morrer por causa disso, mesmo que ás vezes pareça que vai.

Sabe aquela história de tentar sempre encontrar o lado positivo da situação? É irritante, mas é realmente o melhor a se fazer, porque é com a dor que os outros causam em você que você aprende o que você não quer ser. Eu conheci gente que me ensinou o que é rancor, gente que me ensinou o que é egoísmo e gente que me ensinou o que é maldade. E graças a essas pessoas eu sei o quanto eu não quero ser como elas. Estas são coisas horríveis com as quais eu não quero ser relacionada. Eu gosto de pensar que quando alguém lembra de mim, lembra com alegria.

Eu sofri convivendo com algumas pessoas, mas com elas eu amadureci e comecei a analisar melhor tanto pessoas quanto situações e hoje eu digo que já não caio mais nas mesmas armadilhas. Provavelmente ainda cairei em outras diferentes, afinal a vida é assim e eu ainda tenho muito a aprender. Mas o que eu já aprendi é que não importa quantas vezes eu caia, eu SEMPRE vou me levantar mais forte e mais esperta. E, ainda mais importante, eu aprendi a não deixar que esses tombos me deixem mais amarga. Porque apesar de tudo, quando você esbarra em gente boa, você se lembra porque nunca vai desistir, essas pessoas renovam a nossa esperança no mundo e transbordam o nosso coração de amor. E é esse o tipo de pessoa que eu escolhi ser.

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