hakuna matata

E quem nunca ouviu a famosa expressão hakuna hatata apresentada pelos queridinhos Timão e Pumba?

Hakuna matata significa, literalmente, “sem problemas“, no idioma suaíli (língua falada na África oriental). E apesar do nosso amiguinho Timão ser um tanto radical em suas explicações, eu, particularmente, acho lindo o significado da expressão quando aplicado corretamente. Inclusive acho que deveríamos aderir como uma filosofia de vida mesmo.

Você precisa aprender com seus problemas e seguir em frente. Às vezes, simplesmente empacamos em certas situações, nos prendemos a coisas bobas que nos impedem de evoluir ou, até mesmo, de ser feliz, e a troco de que? Quanto mais cedo aprendermos a relaxar e esquecer um pouco os problemas, dar um tempo mesmo para sua cabeça esfriar, acredito que melhor viveremos.

Não é fugir dos problemas, é focar no que vale a pena e não encher sua cabeça com o que não te acrescenta. Saber a hora de virar a página é fundamental. E, lógico, nos dar as pausas que precisarmos ao longo do percurso. Afinal, merecemos, não é mesmo?

Não leve tudo tão a sério, saiba a hora de respirar e mais hakuna matata na sua vida! 🙂

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Ler é magia

Outro dia escutei que o brasileiro não tem o hábito da leitura, não sei se é verdade porque nunca analisei estatisticamente falando. Mas não gostei de ouvir isso. Aqui em casa a leitura sempre foi muito intensa. Minha mãe só não tem uma biblioteca porque não conseguiu fazer uma. Por falta de espaço mesmo, pois livros tem até para fazer duas rs.

Graças a ela eu e minha irmã desde muito pequeninas ganhamos esse hábito de ler. Sempre gostamos! Minhas tias também ajudaram bastante com os incentivos. Até meu pai, que não é muito fã de livros em si, está sempre lendo um jornal ou matérias sobre aeronáutica (ele adora, se brincar sabe mais de avião que os pilotos rs).

Da parte dos meus amigos, eu não diria que a maioria tem o hábito, mas pelo menos metade gosta. Então acho que por tudo isso fica difícil para mim aceitar que os brasileiros não têm o hábito da leitura, no meu círculo de brasileiros a realidade é outra. E eu acho muito triste pensar que não é assim para todo mundo.

Quando eu era criança, tinha a feira do livro na minha escola e eu era fissurada naquilo. Era um evento rs. Minha mãe, se brincar, ficava mais empolgada que a gente.

A minha primeira coleção foi das Witch, eu era apaixonada por elas na infância ♡

Ontem tivemos que ir ao shopping buscar os óculos da minha mãe e tinha um espaço com estandes de livros infantis. Nossa, foi o momento nostalgia do dia, porque ficou muito parecido com a nossa antiga feira do livro. Foi muito legal reviver aquilo por alguns momentos.

Mas para minha surpresa, logo em seguida passamos em frente de onde costumava ser a livraria Saraiva e ela estava fechada. Há um tempo atrás também havia sido fechada a livraria Cultura. Não sei se está acontecendo em muitos lugares ou foi coincidência de ter sido justo as duas próximas a mim. Mas fiquei preocupada, será que realmente estamos jogando fora nosso hábito de leitura?

Não sei se existe alguma explicação para esses fechamentos, principalmente, devido aos atuais acontecimentos. Confesso que nem cheguei a pesquisar nada. Vim direto desabafar por aqui depois do ocorrido, porque fiquei chateada. A leitura é tão importante, além de todos os benefícios culturais, de aprendizado, de conhecimento, de abrir nossas mentes, é também, na minha opinião, uma maneira de deixar nosso mundo mais mágico e mais feliz.

Espero que consigamos reverter esse processo e promover a leitura aos nossos próximos. Daqui vou tentar incentivar quem eu puder, para que não percamos esse lado colorido da vida. Espero que vocês, de onde quer que estejam, façam o mesmo. Afinal, seria muito triste perder essa cultura e abraçar o estereótipo de que brasileiros não têm o hábito da leitura :/

Fotos autorais – Um pedacinho da nossa coleção aqui em casa.

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É preciso falar sobre relações tóxicas

Eu, particularmente, sou uma pessoa que prefere ir de contra partida aos males da vida falando sobre o amor, sobre o bem. Ao invés de focar nos defeitos da sociedade, focar nas qualidades que temos ou que poderemos adquirir se nos direcionarmos para o caminho da luz. Mas existem alguns tópicos que precisam ser abordados mais diretamente.

Algo que tenho aprendido ultimamente é que tudo que causa desconforto as pessoas decidiram rotular como chato ou “politicamente correto demais”. A verdade é que não importa se é chato, tem coisa que precisa ser falada, porque justamente esse bloqueio com tais assuntos é o que faz com que eles ainda sejam um problema tão grande assim. E sinceramente? Se está causando tanto desconforto é porque não é exagero.

Ao contrário do que muita gente associa quando ouve o termo “relação tóxica”, MUITAS vezes não é sobre relacionamento amoroso. Pode ser relacionamento familiar, profissional ou entre amigos. Existe muito tabu e muito preconceito acerca deste tópico e eu acho até difícil de entrar no tema. Pensei bastante antes de resolver falar sobre isso, mas como acredito que quanto mais discussão aberta existir, melhores as chances de causar alguma mudança, senta que lá vem história.

A pessoa tóxica não necessariamente é aquela que todo mundo bate o olho e já percebe que não tem filtro e sai por aí colocando para baixo quem cruzar seu caminho. Dessa eu diria que é até fácil de escapar. O problema está naquela que é um amor, que você vive momentos maravilhosos com ela e que você nunca imagina que um dia poderia vir a te causar algum mal. É ainda mais complicado quando o relacionamento não é amoroso (claro, na minha opinião), porque a grande verdade é que todos nós temos certos degraus até nos abrirmos realmente para alguém. Mas quando se trata de amizades eu acho que somos muito mais abertos e é onde acabamos permitindo mais facilmente que essas pessoas entrem na nossa vida.

Outro ponto extremamente complicado é que nem sempre a pessoa que te puxa para baixo é má ou está fazendo de propósito. Às vezes a pessoa nem percebe o que te fez, está atolada nos seus próprios montes de problemas e complicações. E é muito difícil tomar uma atitude. Mas, eu aprendi que não importa o quanto você queira ajudar, tem coisa que simplesmente não cabe a você. Até mesmo porque, como você vai ajudar alguém se a situação está te consumindo por inteiro? Para ajudar você precisa estar bem também. Você não precisa, aliás não deve, se sentir culpado por se afastar de alguém se essa pessoa está te fazendo mal. A sua saúde mental SEMPRE deverá ser sua prioridade.

Eu entendo o quanto isso pode ser difícil, às vezes você conhece alguém há anos e você sabe que a pessoa é maravilhosa e, de repente, tudo muda. Talvez, por causa de um problema, de um trauma, de uma situação específica, a pessoa muda. Ela entra em uma frequência diferente da sua e, às vezes, você não vai conseguir acompanhá-la.

Se o seu amigo está com problemas psicológicos ou algo do tipo, você pode sim ajudar dando seu apoio, mas dentro daquilo que respeite os seus limites e a relação continue saudável para você. Porque caso o contrário você não estará ajudando seu amigo e ainda estará se auto prejudicando. Problemas psicológicos precisam ser tratados com profissionais, se você não deu conta de “curar” seu amigo, a culpa NÃO É SUA. Você não é psicólogo, psiquiatra e muito menos Deus, essa responsabilidade não é sua. A única coisa que você pode fazer é aconselhar o outro a procurar ajuda profissional.

Quando você está dentro de uma relação assim, por mais racional que você seja, você pode se sentir preso e não conseguir enxergar como sair. Ou até se sentir mal por querer se afastar de alguém que parece “precisar” de você. Por isso é tão importante buscar ajuda, principalmente profissional, mas também buscar diálogo com gente que você confie e que esteja de fora da situação. Nunca se sinta responsável pelo problema do outro, porque tem gente que está afundando e te afunda junto. Eu não estou falando sobre ser egoísta, mas de reconhecer que existem limites. Limites que quando não respeitados podem prejudicar a todos os envolvidos.

Acho que uma das lições mais difíceis da vida é aprender que não é errado se afastar de quem não te faz bem, seja porque a pessoa não é compatível com sua frequência, seja porque ela tem problemas com os quais você não consegue lidar, seja por qualquer razão que te tire da sua essência. Jogue limpo com as pessoas ao seu redor, trabalhe com a verdade, busque a paz para o seu coração SEMPRE e jamais se condene por isso

Nota - Meu foco aqui foi de falar, principalmente, sobre amizades em que um está fazendo
mal para o outro, não necessariamente por maldade, mas por falta de
entendimento dos próprios conflitos internos.
Optei por isso pois é o tópico em que me sinto mais a vontade para falar,
principalmente, por já ter vivenciado situações parecidas em que me vi
totalmente perdida. E se você já viveu ou vive hoje algo assim, talvez venha a
encontrar um pouco de conforto. Mas é claro que existem vários tipos de
relações tóxicas, inclusive  e infelizmente, relações em que há abuso de
diversos aspectos e em que os problemas gerados por elas são ainda mais
catastróficos.
Qualquer que seja o seu caso, a ajuda profissional é a que você deve procurar!

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Sobre conquistar o que já foi conquistado

Essa semana que passou foi uma semana um tanto complicada, não foi? Ou será que fui eu que me deixei levar pelas loucuras que têm acontecido?

Não sei, mas me pego divagando às vezes e saio atrás de conversas que me tragam de volta para o chão e para a sanidade. Sei que não falta gente boa no mundo, mas tem dias que precisamos delas mais de perto.

Eu não acho que vivo em uma bolha, mas vai ver que vivo. Pois ainda me choco quando vejo certas notícias. Estamos em pleno 2020 e o ser humano continua repetindo os mesmos erros absurdos que contradizem os mais básicos direitos humanos. Como isso acontece? O “excesso” de realidade jogado nas nossas caras todos os dias deveriam nos fazer melhores, não piores, certo? Será que é a falta de esperança que levam essas pessoas a continuarem a seguir por esses caminhos? Será que é algum tipo de problema mesmo?

Eu sinceramente não entendo. Tantos livros e aulas de história, tanta tecnologia e informação. Como podemos não estar aprendendo? Como podemos não evoluir? Como podemos continuar repetindo incansavelmente os mesmos erros?

Outro dia, assistindo a série Anne with an E (que aliás, recomendo, é linda!), fiquei tão feliz com o pensamento daquela garota, tão jovem e tão a frente de seu tempo não aceitando as limitações e as podas feitas pela sociedade da época e indo atrás de seus direitos, os conquistando aos poucos. Fazendo pequenas diferenças em seu universo e a sensação de progresso enchendo nossos corações.

Mas aí eu parei para pensar, a série se passa no final da década de 1890. Hoje, em 2020, temos que gritar pelos mesmos motivos que aquela garotinha. Não estou dizendo que não conquistamos nada de lá para cá. Conquistamos muito!!! Mas parece que temos que ficar repetindo todo dia, porque sempre tem alguém que esquece e vêm cheios de ideais totalmente retrógrados. E se deixarmos, nos levam para baixo de novo, nos fazem voltar à estaca zero.

Não nos deixaremos levar nunca e continuaremos gritando até o fim, pois o bem, o amor, o certo (ou como você preferir chamar), sempre valerá o esforço. Eu só vim aqui desabafar, porque eu preciso confessar que, às vezes, é cansativo, sabe? Às vezes, só por um dia ou dois, eu queria que as pessoas lembrassem sozinhas e nós não precisássemos gritar novamente. Eu queria ir para o próximo passo, sem ter que ficar repetindo o anterior. Ir para frente somente. Para mim é tão óbvio, é tão fácil! Por que será que tem tanta gente tentando dificultar nossos caminhos, não é? Eu fico tão feliz quando posso facilitar a vida de alguém de alguma maneira… Será que sou muito sonhadora?

Eu espero que você esteja junto comigo nessa luta e te desejo muita paz no coração sempre, mas principalmente para esses dias mais longos e mais tristes que o normal. De qualquer maneira, já dizia Renato Russo, “espera que o sol já vem” e então, com ele, nossa energia renovada para começar tudo de novo!

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Se você tiver sorte, aprenderá que sempre mediu tudo errado

Há poucos dias terminei de ler a autobiografia da Michelle Obama e achei sensacional. Recomendo muito a leitura para todos e, em especial, para as mulheres. Acho que nos faz olhar de uma perspectiva diferente para muitos problemas e situações delicadas que nos tocam nas feridas.

Eu poderia fazer um livro sobre os pontos da história que me marcaram. Hoje escolhi falar sobre nossas percepções de vida e importâncias, já falei aqui no Blog sobre como nossos sonhos e desejos mudam de proporção conforme o tempo passa e a vida nos impõe situações inesperadas.

E em um momento da história, Michelle fala que “as crianças aprendem a medir muito antes de entenderem o tamanho ou o valor de qualquer coisa. No fim das contas, se você tiver sorte, aprenderá que sempre mediu tudo errado“. E eu gostei muito disso, pois é exatamente assim que enxergo a vida. Quando crianças temos noções muito abstratas do que poderia ser uma vida melhor. Às vezes um quintal maior ou um cachorro já é a pura definição de felicidade. Conforme vamos amadurecendo vemos (ou às vezes nem percebemos, dada a sutileza das mudanças) nossos sonhos e expectativas mudarem. Diria que eles crescem junto com a gente.

No decorrer dos anos entendemos e conhecemos muita coisa nova e reavaliamos importâncias em nossas vidas. O que realmente importa para você? Parece óbvio, mas não é. Na verdade é muito difícil responder a essa questão. O ideal de plenitude envolve muitos aspectos estarem em harmonia em conjunto e a gente bem sabe que a vida não é um mar de rosas e que tem muita coisa que não depende só da sua boa vontade.

Eu diria que aprendemos a medir certo quando enxergamos que alcançar a plenitude não é fazer malabarismo para conseguir essa harmonia perfeita. É justamente entender que você nem sempre vai estar bem, que não dá para fazer tudo 100% perfeito, nem fazer tudo que você quer ao mesmo tempo.

Saber medir certo é saber medir individualmente cada conquista de acordo com as realidades da sua vida. É saber que comparar sua vida com a do outro não vai te levar a lugar algum, pois cada um tem sua trajetória e o seu tempo. É aprender a respeitar esse tempo.

É saber que às vezes você vai falhar e não entrar em desespero por isso. É aprender a lidar com suas frustrações. É chorar, quando for necessário, mas lembrar de parar depois de lavar sua alma, pois a vida é linda demais para desperdiçar nosso precioso tempo. É aprender com seus erros e tombos e viver em paz, porque você sabe que amanhã o sol nascerá outra vez trazendo novas oportunidades de sucesso para você.

É entender que não adianta se desesperar porque você não vai conseguir acabar com a fome do mundo, mas saber que você pode fazer a diferença na vida de alguém. É fazer o bem para você e para o próximo e usar suas condições e seu poder de alcance (independente de qual seja o tamanho dele) para fazer a mudança que te cabe fazer.

Plenitude não é acertar sempre, é estar feliz com cada escolha que você faz e se orgulhar de tudo aquilo que conquistou. Eu sei que é mais fácil falar do que fazer e sentir realmente, mas aos pouquinhos vamos melhorando e chegando cada vez mais perto.

E você, como anda medindo sua vida?

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