Mas por que a Alemanha?

Nos meus grupinhos de amizades eu sou a louca do intercâmbio. Sempre que alguém está pensando sobre o assunto ou tem vontade de planejar algo, vem falar comigo. Acho até engraçado, juro que não estou ganhando comissão de nenhuma agência gente (aliás bem que eu queria haha). Mas o fato é que sou apaixonada por essa ideia e acho mesmo que todo ser humano deveria poder ter a experiência de conhecer outros lugares, quaisquer que sejam.

E quem me conhece sabe que eu ainda quero conhecer o mundo todo, mas eu tenho um crush forte na Alemanha. Por que? Eu não sei se eu sei responder essa pergunta. Vira e mexe alguém me pergunta de onde veio esse meu entusiasmo e paixão pela cultura alemã. Eu lembro que na época do ensino médio eu olhava a sala de alemão no centro de línguas do meu colégio e achava o máximo. Sabe aquela coisa de “nossa, eles falam alemão” rs. Mas como fazia o espanhol e o inglês, não cheguei a realmente cogitar a hipótese.

Mas acho que foi aí que começou. A admiração marcou, sabe? Uau, é diferente. Uau, é preciso se esforçar. Uau, é muito bonito. E aí eu meio que fui alimentando essa ideia inconscientemente.

Meu pai trabalhou com táxi durante um período e ele fazia muitas corridas para a livraria alemã Bücherstube, pois era do lado do ponto dele, e também para o próprio Instituto Goethe. Com isso ele fez bastante amizade com algumas pessoas de lá. E ele sempre me falava sobre as conversas que ele tinha com essas pessoas e, de alguma maneira, isso foi aumentando a minha curiosidade sobre o assunto.

Eu comecei a realmente desejar aprender alemão. Não era uma ideia imediata, afinal eu nem julgava que o meu inglês era bom o suficiente ainda. Mas eu sempre comentava com meu pai que gostaria de fazer um dia. Depois de um tempo ele chegou até a ir olhar os preços lá no Instituto, mas era muito caro (para o meu bolso) e eu não estava com pressa, não era algo que eu precisava. Era um sonho para realizar um pouco mais no futuro.

E aí, um belo dia, meu pai pegou uma corrida no táxi de uma senhora alemã, a Frau Inge, e ele comentou sobre essa minha vontade com ela. E, gente, não é que a criatura era professora de alemão? Ela passou o contato dela para o meu pai na mesma hora e disse para eu ligar para ela que ela me daria aulas particulares se eu quisesse.

Confesso que fui pega de surpresa, eu não esperava começar uma nova língua naquele momento. Mas não dava para perder a oportunidade. Quantas vezes o professor simplesmente cai de paraquedas na sua vida? Um preço acessível, do lado de casa e ainda aula particular com uma professora incrível (claro que a parte do incrível eu só descobri depois que comecei as aulas rs).

E assim foi, em meados de 2015 comecei a estudar alemão e desde então não parei mais. Na época eu não sabia nem falar Alemanha em alemão rs. Mas a minha professora foi e é incrível, porque além de me ensinar a língua, ela sempre me ensinou muita coisa da cultura local. Principalmente dos lugares onde ela morou. Eu tenho até uma listinha de lugares que, segundo ela, não posso perder.

Essa é a Frau Inge com seu avental modelito Dirndl super fashion no meu aniversário do ano passado. Ela fez um Apfelstrudel dos Deuses para comemorarmos

Desde então, conheci muita gente, alguns graças a ela, outros pelos meus próprios caminhos, mas o fato é que tenho muito contato com nativos de lá. Então, eu diria que foi um conjunto de acontecimentos que me fizeram sonhar com a Alemanha, mas graças a Frau Inge que eu gostei tanto de me inserir nesse universo da batatolândia.

Hoje eu sou muito grata a ela. Já não faço mais aulas, pois tecnicamente era para eu estar na Alemanha desde maio deste ano (corona atrapalhou os planos, como eu contei aqui), mas ainda temos contato e teremos para sempre no que depender de mim. Ela conquistou meu coraçãozinho e fez eu me apaixonar pelas raízes dela.

Espero muito em breve conseguir, FINALMENTE, desembarcar na terrinha da salsicha. E você que está lendo, se tiver curiosidade sobre essa língua maravilhosa, vá sem medo. Eu sei, ela pode ser meio assustadora kkk mas nada que não dê para encarar e garanto que vale a pena. Eu amo falar alemão

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Sobre conquistar o que já foi conquistado

Essa semana que passou foi uma semana um tanto complicada, não foi? Ou será que fui eu que me deixei levar pelas loucuras que têm acontecido?

Não sei, mas me pego divagando às vezes e saio atrás de conversas que me tragam de volta para o chão e para a sanidade. Sei que não falta gente boa no mundo, mas tem dias que precisamos delas mais de perto.

Eu não acho que vivo em uma bolha, mas vai ver que vivo. Pois ainda me choco quando vejo certas notícias. Estamos em pleno 2020 e o ser humano continua repetindo os mesmos erros absurdos que contradizem os mais básicos direitos humanos. Como isso acontece? O “excesso” de realidade jogado nas nossas caras todos os dias deveriam nos fazer melhores, não piores, certo? Será que é a falta de esperança que levam essas pessoas a continuarem a seguir por esses caminhos? Será que é algum tipo de problema mesmo?

Eu sinceramente não entendo. Tantos livros e aulas de história, tanta tecnologia e informação. Como podemos não estar aprendendo? Como podemos não evoluir? Como podemos continuar repetindo incansavelmente os mesmos erros?

Outro dia, assistindo a série Anne with an E (que aliás, recomendo, é linda!), fiquei tão feliz com o pensamento daquela garota, tão jovem e tão a frente de seu tempo não aceitando as limitações e as podas feitas pela sociedade da época e indo atrás de seus direitos, os conquistando aos poucos. Fazendo pequenas diferenças em seu universo e a sensação de progresso enchendo nossos corações.

Mas aí eu parei para pensar, a série se passa no final da década de 1890. Hoje, em 2020, temos que gritar pelos mesmos motivos que aquela garotinha. Não estou dizendo que não conquistamos nada de lá para cá. Conquistamos muito!!! Mas parece que temos que ficar repetindo todo dia, porque sempre tem alguém que esquece e vêm cheios de ideais totalmente retrógrados. E se deixarmos, nos levam para baixo de novo, nos fazem voltar à estaca zero.

Não nos deixaremos levar nunca e continuaremos gritando até o fim, pois o bem, o amor, o certo (ou como você preferir chamar), sempre valerá o esforço. Eu só vim aqui desabafar, porque eu preciso confessar que, às vezes, é cansativo, sabe? Às vezes, só por um dia ou dois, eu queria que as pessoas lembrassem sozinhas e nós não precisássemos gritar novamente. Eu queria ir para o próximo passo, sem ter que ficar repetindo o anterior. Ir para frente somente. Para mim é tão óbvio, é tão fácil! Por que será que tem tanta gente tentando dificultar nossos caminhos, não é? Eu fico tão feliz quando posso facilitar a vida de alguém de alguma maneira… Será que sou muito sonhadora?

Eu espero que você esteja junto comigo nessa luta e te desejo muita paz no coração sempre, mas principalmente para esses dias mais longos e mais tristes que o normal. De qualquer maneira, já dizia Renato Russo, “espera que o sol já vem” e então, com ele, nossa energia renovada para começar tudo de novo!

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Se você tiver sorte, aprenderá que sempre mediu tudo errado

Há poucos dias terminei de ler a autobiografia da Michelle Obama e achei sensacional. Recomendo muito a leitura para todos e, em especial, para as mulheres. Acho que nos faz olhar de uma perspectiva diferente para muitos problemas e situações delicadas que nos tocam nas feridas.

Eu poderia fazer um livro sobre os pontos da história que me marcaram. Hoje escolhi falar sobre nossas percepções de vida e importâncias, já falei aqui no Blog sobre como nossos sonhos e desejos mudam de proporção conforme o tempo passa e a vida nos impõe situações inesperadas.

E em um momento da história, Michelle fala que “as crianças aprendem a medir muito antes de entenderem o tamanho ou o valor de qualquer coisa. No fim das contas, se você tiver sorte, aprenderá que sempre mediu tudo errado“. E eu gostei muito disso, pois é exatamente assim que enxergo a vida. Quando crianças temos noções muito abstratas do que poderia ser uma vida melhor. Às vezes um quintal maior ou um cachorro já é a pura definição de felicidade. Conforme vamos amadurecendo vemos (ou às vezes nem percebemos, dada a sutileza das mudanças) nossos sonhos e expectativas mudarem. Diria que eles crescem junto com a gente.

No decorrer dos anos entendemos e conhecemos muita coisa nova e reavaliamos importâncias em nossas vidas. O que realmente importa para você? Parece óbvio, mas não é. Na verdade é muito difícil responder a essa questão. O ideal de plenitude envolve muitos aspectos estarem em harmonia em conjunto e a gente bem sabe que a vida não é um mar de rosas e que tem muita coisa que não depende só da sua boa vontade.

Eu diria que aprendemos a medir certo quando enxergamos que alcançar a plenitude não é fazer malabarismo para conseguir essa harmonia perfeita. É justamente entender que você nem sempre vai estar bem, que não dá para fazer tudo 100% perfeito, nem fazer tudo que você quer ao mesmo tempo.

Saber medir certo é saber medir individualmente cada conquista de acordo com as realidades da sua vida. É saber que comparar sua vida com a do outro não vai te levar a lugar algum, pois cada um tem sua trajetória e o seu tempo. É aprender a respeitar esse tempo.

É saber que às vezes você vai falhar e não entrar em desespero por isso. É aprender a lidar com suas frustrações. É chorar, quando for necessário, mas lembrar de parar depois de lavar sua alma, pois a vida é linda demais para desperdiçar nosso precioso tempo. É aprender com seus erros e tombos e viver em paz, porque você sabe que amanhã o sol nascerá outra vez trazendo novas oportunidades de sucesso para você.

É entender que não adianta se desesperar porque você não vai conseguir acabar com a fome do mundo, mas saber que você pode fazer a diferença na vida de alguém. É fazer o bem para você e para o próximo e usar suas condições e seu poder de alcance (independente de qual seja o tamanho dele) para fazer a mudança que te cabe fazer.

Plenitude não é acertar sempre, é estar feliz com cada escolha que você faz e se orgulhar de tudo aquilo que conquistou. Eu sei que é mais fácil falar do que fazer e sentir realmente, mas aos pouquinhos vamos melhorando e chegando cada vez mais perto.

E você, como anda medindo sua vida?

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Não se esqueça da criança que você foi

Há um tempo atrás eu sonhei comigo. Frase estranha, eu sei, o sonho também foi estranho. Não sei bem o que significou, mas confesso que depois desse dia comecei a gostar mais de mim.

Eu sonhei que eu estava em uma subida (aleatória) e quando chegava lá em cima eu encontrava comigo mesma, mas uma versão antiga de mim. Tão antiga que estava usando o uniforme da escola que eu estudava (Mater Amabilis – ai que saudade ). Quando nos vimos ficamos confusas, porém felizes, muito felizes. Abrimos um belo sorriso e nos abraçamos. Eu sei que estou parecendo louca falando desse jeito, mas eu realmente sonhei isso e eu não consigo explicar qual foi a sensação de estar me abraçando. Eu senti muita coisa, mas a principal foi felicidade. Nossa, tinha tanta coisa que eu queria falar para a minha versão mais nova, mas a única coisa que eu consegui falar foi que eu a amava, ela me disse algumas coisas também, mas eu já não me lembro mais. Lembro que choramos e nos abraçamos de novo.

Eu acordei bem confusa e os sentimentos ainda todos embaralhados. Já faz um tempo que sonhei isso, nunca consegui esquecer a sensação. Já tive muitos sonhos loucos (sério, já sonhei que tinha sido pega por uma máfia japonesa 🤷🏼‍♀️😂), mas nunca tinha sonhado assim e nunca mais sonhei de novo. Foi muito diferente e realmente gostaria de um dia sonhar algo parecido, porque foi incrível. Talvez isso não signifique absolutamente nada rs. Eu acredito que eu estava precisando relembrar um pouco de como a Gabriela de 12/13 anos via o mundo, cheia de inocências e desejos e sonhar foi o jeito do meu subconsciente resolver o problema. Sempre quando me encontro em situações difíceis eu me lembro desse sonho e tomo minhas atitudes pensando que aquela Gabriela sentiria orgulho de quem ela se tornou quando cresceu.

Eu sei que é meio doido, mas quis compartilhar esse acontecimento pois acho que às vezes a gente esquece que a pessoa mais importante da nossa vida é a gente mesmo. É fácil esquecer disso porque a gente não esbarra consigo mesmo por aí. Eu tive a sorte de ter conseguido isso em sonho, mas acho que não é tão comum, então fica o lembrete: cuide-se sempre, coloque-se em primeiro lugar na sua vida, o maior carinho que você pode receber é aquele que você julga merecer, portanto se valorize, não se esqueça da criança que você foi e batalhe o máximo para ser o motivo de orgulho dela, mude de ideia quantas vezes for necessário, mas nunca perca sua essência

O que estou fazendo – Dezembro 2016 | vida organizada

P.S. Se alguém aí já sonhou algo parecido, comenta que vou gostar de saber 😉

Foto autoral – Eu e minha irmã rumo ao primeiro dia de aula no Colégio Mater Amabilis.

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Aquelas coisas bobas que também importam

Hoje seria minha formatura da faculdade…

Há onze anos atrás, quando terminei o nono ano do fundamental houve algum problema na escola em que eu estudava, já não me lembro o que aconteceu, só lembro que por algum motivo não haveria formatura naquele ano. Todo ano tinha formatura de nono ano, mas em 2009 não teve. Lembro de ficar um pouco chateada, mas tudo bem, não era realmente uma formatura, apenas uma cerimônia de passagem do fundamental para o ensino médio.

Então chegou 2012, o meu terceiro ano do ensino médio, e adivinha? Também não haveria formatura, dessa vez fiquei realmente chateada. O que acontecia? Eu nem estudava mais no mesmo colégio do ensino fundamental… Talvez algum complô dos colégios da cidade contra os meus desejos de vestir uma beca e receber um canudo? Talvez! Ou talvez eu esteja sendo um pouco dramática. Os responsáveis? Alguns meninos imaturos que resolveram explodir bombinha no banheiro masculino no último dia de aula. Consequência: cancelamento da formatura. Nunca gostei dessas punições que castigam mais quem não fez nada que qualquer outra coisa. Eu achava muito azar, qual a chance de duas escolas cancelarem os eventos de formatura exclusivamente no meu ano? Minha irmã se formou dois anos depois na mesma escola sem nenhum problema.

Pensei comigo mesma que era melhor assim, pelo menos não ia gastar dinheiro, mas prometi a mim mesma que quando eu fizesse uma faculdade eu iria me formar “direito”, com um vestido belíssimo e todas as frescuras que exigem a ocasião.

Passaram-se oito anos desde que fiz essa promessa a mim mesma. Ano passado (2019) foi meu último ano de engenharia química. Cinco anos suados, porém bem feitos, de faculdade. Logo no segundo ano da faculdade eu havia me decidido que assim que finalizasse minha graduação eu iria para fora do país. Queria conhecer gente, conhecer o mundo, novas culturas, queria mudanças. Decidi fazer isso ao finalizar a faculdade, porque me conhecendo bem, sabia que existia um grande de risco de querer ficar fora mais tempo do que o planejado. Então não seria boa ideia largar a graduação no meio.

Assim que o terceiro ano começou foi anunciado o evento de formatura e abertura para as adesões. Neste momento já fazia um ano que eu estava planejando meu intercâmbio. Como havia acabado de começar a trabalhar na época, eu não tinha muito dinheiro e queria juntar o máximo que fosse possível. Então, com certo pesar no coração, decidi que não iria aderir a formatura. Eu ansiava demais pela minha viagem e faria o que fosse necessário para realizá-la. No entanto, ainda tinha total intenção de participar da festa como convidada para poder celebrar a conquista com as minhas queridas amigas.

No finalzinho de 2019 foi anunciado pela comissão de formatura da faculdade que a festa seria realizada somente em maio de 2020. Não acreditei, eu já tinha tudo planejado, geralmente as formaturas ocorrem entre fevereiro e março, portanto viajaria entre final de abril e começo de maio. Por sorte, ainda não tinha fechado o intercâmbio e decidi analisar se seria viável esperar para até depois da formatura.

Eu não sei se Deus ajudou ou se aquela frase de que quando a gente quer muito alguma coisa acaba dando certo é real, eu só sei que eu acabei conseguindo fechar o contrato que eu queria para um programa cultural na Alemanha com início em 01/06/20. Sensacional, pensei. Vou conseguir fazer tudo o que queria, não poderia ser melhor.

Na semana seguinte a chegada dos meus papéis do intercâmbio, já estava tudo certo e organizado, todos os documentos em mãos, tudo pronto, fui organizar minha formatura. Comprei um vestido maravilhoso, saí com algumas amigas e fizemos mil planos. 2020 mal havia começado e já estava sendo sensacional.

Pouco tempo depois, CORONA VÍRUS chega ao Brasil. Eu estava acompanhando as notícias, sabia o que estava acontecendo na China, logo começou na Itália também. Mas, sinceramente? Eu não imaginei, nem nos meus piores pesadelos, que chegaria as atuais proporções. Talvez eu tenha sido ingênua ou até mesmo estúpida de sair comprando vestido e fechando contrato no exterior? Talvez! Mas eu nunca tinha visto algo assim na vida, eu nunca imaginei que as pessoas ficariam trancadas em suas casas, todo tipo de evento seria cancelado, não poderíamos nos tocar, todas as fronteiras entre os países ficariam bloqueadas. Nunca!

E agora eu estou aqui com uma mistura absurda de sentimentos. Eu estou triste, porque milhares de pessoas estão morrendo. Eu estou com medo, porque eu não sei o que vai acontecer com o mundo e com as pessoas que eu amo. Eu estou revoltada, porque minha formatura foi reagendada para 2021 (mas sei que é o melhor a se fazer). Eu estou ansiosa, porque não sei quando vou poder reorganizar meus documentos e dar entrada no novo visto para meu sonhado intercâmbio. Eu estou muito feliz e agradecida, porque posso ficar em casa em segurança com a minha família, enquanto tantos outros não têm tamanho privilégio. Neste exato momento eu estou rindo, porque é o que tem para hoje e uma coisa que eu aprendi nessa vida é que não adianta sofrer por aquilo que você não tem como controlar.

Eu não sei como vai ser o desenrolar dessa história, eu não sei se eu vou conseguir participar da minha formatura e nem quando conseguirei fazer o meu intercâmbio. Acho engraçado como nossos sonhos e desejos mudam de proporção conforme o tempo passa e a vida nos impõe situações inesperadas.

Eu espero de coração conseguir ir na minha festa de formatura antes de sair do país. Mas, se não der, tudo bem. Hoje a formatura ficou em segundo plano, o que importa mesmo é que sou engenheira, com festa ou sem festa. O intercâmbio sai quando for seguro sair. Hoje o meu desejo em primeiro plano é que consigamos sair dessa juntos, saudáveis e melhores. Pessoas melhores. E assim que isso acontecer volto aqui para contar se consegui cumprir ou não a promessa que a Gabriela de 17 anos fez em uma época em que uma festa era o grande problema da vida dela rs 😉

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