Aquelas ironias da vida

Sonho com o dia do reencontro ou, em alguns casos, encontro mesmo, porque os que vieram durante a pandemia nem cheguei a conhecer pessoalmente. E olha que, apesar de ser geração Z, conhecer pessoas pela internet nunca foi minha praia. Mas agora que experimentei, achei incrível. Muito disso devo a essa plataforma, inclusive.

Por outro lado percebo que o número de reencontros pelos quais anseio são bem menores do que os que coloquei em pausa. Tanto em relação a pessoas quanto a coisas. Algo positivo que a pandemia trouxe, é que acredito que passamos a dar mais valor ao que realmente faz sentido nas nossas vidas.

Em relação a bens, meu consumo diminuiu drasticamente. Não porque eu planejei e tive a intenção. Naturalmente eu fui prestando atenção ao que de fato considero essencial e simplesmente já não sinto mais necessidade do resto (ou como diria meu antigo professor de história, os demais, porque resto magoa rs).

E em relação a pessoas, diria que sempre tem aqueles que acabamos mantendo por perto sei lá porquê. Poderia pensar em vários motivos, mas a verdade é que não era necessário e no fundo a gente sabe. Acho que tem a ver com aquele papo de ter dificuldade de aceitar o fim, ou vai ver é medo de parecer antissocial. Mania problemática de querer agradar o tempo todo né? Pelo menos eu era assim e isso mudou completamente. Hoje só ficou quem realmente tem a tal da afinidade comigo, me faz bem e eu sinto reciprocidade.

Não diria que tudo isso foi 100% por causa da pandemia. Acredito que a cada dia vamos evoluindo, vamos nos reencontrando em diferentes momentos com diferentes visões da caminhada. Mas talvez a imposição dessa pausa na vida social fez acelerar o processo. E sendo muito honesta eu não sinto falta de nada. Que libertador! Irônico dizer que precisou de uma pandemia que me prendesse para eu criar a coragem de aprender a me libertar de tanta coisa.

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5 comentários sobre “Aquelas ironias da vida

  1. Essa sensação de frescor por uma mudança é tão boa, as vezes não basta muito esforço para conseguir. Confesso que o meu caso é o oposto, e justamente buscar estabelecer mais contatos é que tem me trazido um frescor semelhante ao seu caso.

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  2. Oi Gabriela, tenho que colocar em dia o que ficou para trás e é essencial para mim. Conversar contigo. E ao te ler me veio tantas coisas: o câncer, a pandemia, a recuperação em confinamento…é verdade, nossa perspectiva se transforma, nos transformamos? penso que esse período doloroso trouxe sim uma maior interiorização para quem possui sensibilidade como tu, então é natural que esse processo seja como escrevestes. e que bom que isso te faz ser ainda essencial aos amigos. feliz em te reencontrar. Beijo, abraço e um bom café, ainda vamos tomar conversando sem olhar o relógio.☕️✨💐❤️

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