Sobre conquistar o que já foi conquistado

Essa semana que passou foi uma semana um tanto complicada, não foi? Ou será que fui eu que me deixei levar pelas loucuras que têm acontecido?

Não sei, mas me pego divagando às vezes e saio atrás de conversas que me tragam de volta para o chão e para a sanidade. Sei que não falta gente boa no mundo, mas tem dias que precisamos delas mais de perto.

Eu não acho que vivo em uma bolha, mas vai ver que vivo. Pois ainda me choco quando vejo certas notícias. Estamos em pleno 2020 e o ser humano continua repetindo os mesmos erros absurdos que contradizem os mais básicos direitos humanos. Como isso acontece? O “excesso” de realidade jogado nas nossas caras todos os dias deveriam nos fazer melhores, não piores, certo? Será que é a falta de esperança que levam essas pessoas a continuarem a seguir por esses caminhos? Será que é algum tipo de problema mesmo?

Eu sinceramente não entendo. Tantos livros e aulas de história, tanta tecnologia e informação. Como podemos não estar aprendendo? Como podemos não evoluir? Como podemos continuar repetindo incansavelmente os mesmos erros?

Outro dia, assistindo a série Anne with an E (que aliás, recomendo, é linda!), fiquei tão feliz com o pensamento daquela garota, tão jovem e tão a frente de seu tempo não aceitando as limitações e as podas feitas pela sociedade da época e indo atrás de seus direitos, os conquistando aos poucos. Fazendo pequenas diferenças em seu universo e a sensação de progresso enchendo nossos corações.

Mas aí eu parei para pensar, a série se passa no final da década de 1890. Hoje, em 2020, temos que gritar pelos mesmos motivos que aquela garotinha. Não estou dizendo que não conquistamos nada de lá para cá. Conquistamos muito!!! Mas parece que temos que ficar repetindo todo dia, por que sempre tem alguém que esquece e vêm cheios de ideais totalmente retrógrados. E se deixarmos, nos levam para baixo de novo, nos fazem voltar à estaca zero.

Não nos deixaremos levar nunca e continuaremos gritando até o fim, pois o bem, o amor, o certo (ou como você preferir chamar), sempre valerá o esforço. Eu só vim aqui desabafar, por que eu preciso confessar que, às vezes, é cansativo, sabe? Às vezes, só por um dia ou dois, eu queria que as pessoas lembrassem sozinhas e nós não precisássemos gritar novamente. Eu queria ir para o próximo passo, sem ter que ficar repetindo o anterior. Ir para frente somente. Para mim é tão óbvio, é tão fácil! Por que será que tem tanta gente tentando dificultar nossos caminhos, não é? Eu fico tão feliz quando posso facilitar a vida de alguém de alguma maneira… Será que sou muito sonhadora?

Eu espero que você esteja junto comigo nessa luta e te desejo muita paz no coração sempre, mas principalmente para esses dias mais longos e mais tristes que o normal. De qualquer maneira, já dizia Renato Russo, “espera que o sol já vem” e então, com ele, nossa energia renovada para começar tudo de novo!

Leia também

Closure

4 Rachel Green moments we can all relate to | The Daily Struggle

Já dizia nossa querida Rachel “I’m over you”. Só que a gente sabe que não era bem verdade. Quem aí já assistiu Friends provavelmente se lembra daquele em que o Ross fica sabendo. Para quem não viu, aqui vai um breve resumo: Rachel tem sentimentos por Ross, mas ele está com outra pessoa. Então ela decide sair com outros para tentar esquecê-lo. Obviamente não funciona e durante o péssimo encontro, o pobre date diz a ela que para superar ela precisa colocar um ponto final nessa história.

Saindo um pouco do contexto da série, eu bem concordo que existem situações, e não somente as amorosas, em que realmente precisamos de um encerramento, de um ponto final. O problema é que nem sempre conseguimos um e isso parece que vai matando nossa dignidade devagarinho. Mas a grande verdade é que confundimos o significado de closure. Temos essa necessidade de querer que o outro saiba que o superamos, mas ainda que consigamos fazê-lo saber, não é isso que realmente nos deixa prontos para seguir em frente. Eu diria, inclusive, que essa vontade nos mostra apenas o quanto não superamos a tal situação.

O ponto final que precisamos vem da gente mesmo. Somente quando você aceita lá no fundo do seu coraçãozinho que algo acabou e que você, não só pode, como vai ser muito feliz mesmo assim é que você, finalmente, consegue colocar um ponto final na história e virar a página para continuar escrevendo os próximos capítulos da sua vida. E tem mais, quando isso acontece, você se dá conta que já não faz diferença o que o outro sabe ou pensa sobre você, por que o seu coração está em paz e é só isso que importa. And that, my friend, is what they call closure! 😉

Leia também

Quando você descobre como é fácil a vida te separar das pessoas para sempre

Por mil e um motivos eu sou fã, e não nego, da série How I met your mother. Eu não me lembro quantos anos exatamente eu tinha a primeira vez que a assisti, só sei que na época não tinha tanto significado para mim como tem hoje. De lá para cá eu amadureci muito e revendo a série eu entendi por que havia gostado tanto dela. É que em muuuitos aspectos eu me identifico demais com alguns personagens.

Serei obrigada (por que sim rs) a entrar no mérito desses aspectos em outros posts por aqui, mas hoje a atenção vai para a seguinte frase “You will be choked kids, when you discover how easy it’s life to part ways with people forever. That’s why, when you found someone you wanna to keep around, you do something about it” – em tradução livre: Vocês ficarão chocadas, crianças, quando descobrirem como é fácil a vida te separar das pessoas para sempre. É por isso que quando encontra alguém que quer manter por perto, você faz algo a respeito. Essa é uma das muitas falas do personagem Ted Mosby que vou levar para a vida pelo simples motivo de que é exatamente isso!

Eu sou nova, tenho apenas vinte e quatro anos de idade e neste curto período da minha existência já teve tanta gente que passou pela minha vida, pessoas de todos os tipos e que me despertaram diferentes sentimentos em relação a elas. E eu posso dizer que a maioria delas não faz mais parte da minha vida e há grandes chances de que eu nunca mais cruze seus caminhos. Essas pessoas já foram tão importantes e queridas, mas em alguma parte do meu caminho acabei as perdendo de vista. É muito estranho parar para pensar, eu nem sei direito o que sentir em relação a isso. Mas eu aprendi que é assim com todo mundo. Acredito que demoramos para realmente tomar atitudes nesse aspecto por que demoramos muito para entender que realmente podemos perder uma pessoa para sempre.

Aí que entra a frase do Ted, você já aprendeu que a vida pode ser meio ingrata e que pessoas são complicadas. Então se você realmente ama alguém você não pode deixar as oportunidades passarem. Isso vale para amigo, namorado, parente, cachorro, todo mundo. E é engraçado que às vezes uma pessoa não necessariamente tem tudo em comum com a gente, mas o sentimento é tão grande que vocês dão um jeito de fazer dar certo. Eu, por exemplo, tenho uma amiga que tem o dom de ser exatamente o oposto de mim. Se você me pedir para explicar nossa relação eu sinceramente não vou conseguir, por que eu também não entendo. O que sei é que a gente se gosta, se admira e se respeita tanto que fazemos dar certo. Tanto ela quanto eu já passamos por poucas e boas, juntas e separadas, e sabemos que responsabilidade afetiva não é brincadeira e se você quer alguém na sua vida você não deixa para amanhã.

E sabe o que é mais engraçado? Eu não estou falando aqui de correr atrás ou parar a vida para continuar sendo especial para alguém. Mas quando as duas partes querem, o esforço não vira sacrifício e suas ações são naturais. É gostoso se dedicar às pessoas e é gostoso quando elas se dedicam de volta. A gente aprende que existem muitos jeitos de gostar, você tem que respeitar cada um e entender que reciprocidade nem sempre vem do jeito que você imaginou que viria. Tem gente que acha que para gostar a pessoa tem que fazer exatamente o que ela quer do jeito que ela quer. A essas pessoas eu só consigo dizer que sinto muito, por que vocês estão perdendo a melhor parte. A graça de ser humano é justamente a beleza da diferença. Quando você aprende a enxergar o diferente e evoluir com ele parece que o mundo aumenta de tamanho. É enriquecedor demais abrir a mente e o coração para ver com os olhos do outro.

Acho que é por isso que eu gosto tanto de gente, por mais que às vezes eu me irrite e reclame, a verdade é que eu nunca vou desistir do ser humano por que no final das contas eu sou fascinada pela nossa capacidade de amar. E se você é meu amigo e está lendo isso, vale o lembrete: não importa o que eu esteja fazendo ou onde eu esteja, eu te amo e nunca vou deixar você morrer na minha vida

Leia também