O Rio de Janeiro continua lindo

Eu já ouvi diversas vezes que deveriam parar de fazer turismo no Rio, pois quem sabe assim medidas mais drásticas fossem tomadas para melhorar todos os problemas em relação a criminalidade etc… Preciso dizer que entendo 100% porque as pessoas não fazem e nem farão isso, o lugar é simplesmente maravilhoso. Eu realmente me apaixonei pelo Rio de Janeiro, é incrível como pode ser tudo tão lindo!

Eu já contei aqui sobre a primeira vez que pisei na areia da praia da Barra e hoje vou falar um pouquinho mais sobre como me apaixonei por essa cidade abençoada por Deus.

Rio de Janeiro, sinônimo de calor certo? Errado! Porque o paulistano, ele tem o dom de levar a chuva e o frio com ele para onde quer que ele vá rs. Logo que chegamos estava calor como havia dito no outro post. A noite quando chegamos no hotel, só nós arrumamos e saímos de novo. Comemos no Bar Garota de Ipanema (porque turista tem que turistar, né minha gente? rs) e passeamos por ali no finzinho da noite.

No dia seguinte acordamos cedo e fomos para o Cristo e para a minha surpresa estava muuito frio. Eu, como pessoa prevenida que sou, levei meu casaquinho, mas fiquei com dó de uma galera que estava lá com roupa de calorzão! Subimos e tiramos algumas fotos, quando o segurança nos parou e disse “olha aproveita para tirar foto rápido porque daqui a pouquinho vamos entrar no céu”.

Essa vista acima demorou menos de dois minutos para ficar assim 😂😂:

Eu entendi perfeitamente porque o segurança disse que entraríamos no céu, foi exatamente essa a sensação que tivemos 😂😂:

Tivemos que comprar capinhas de chuva para descer, porque o mundo se acabou em água logo em seguida. Mesmo tendo aproveitado por pouco tempo, a sensação foi incrível. Os sentimentos, a vista, a emoção, é um lugar mágico.

No fim juntamos nossa turma e tiramos uma foto no telão disponível do lado de fora da lojinha no andar de baixo rs. Nossa turma reuniu gente de toda a América do Sul e alguns do México e EUA. Infelizmente nem todos fizeram o passeio no Cristo conosco, pois como havia dito no outro post, chegamos antes da data oficial do evento para podermos passear mesmo.

Os de blusa são brasileiros, os sem blusa são os estrangeiros 😂😂

Os dias que se seguiram foram de muito trabalho, mas a noite sempre saíamos para conhecer um pouquinho mais a cidade e curtir. Fomos a um show do Jorge Ben Jor no Circo Voador que foi uma delícia. Mas foi um rolo, não sabíamos que teria esse show e ao chegarmos lá meu chefe ficou louco, porque aparentemente o mundo iria acabar se não entrássemos. Aí fomos comprar ingressos, mas já estavam esgotados, então foram procurar intercambistas… Enfim, um rolo, mas no fim deu certo e conseguimos curtir bastante.

Depois do show voltamos a pé até o hotel. A noite estava tão gostosa e estávamos tão animados que achamos uma boa ideia na hora. Voltamos tranquilamente e foi uma ótima caminhada, mas não recomendo que ninguém faça isso. No dia seguinte levamos a maior bronca (ops 😂) pelo perigo que corremos. Eu não vi nada de ruim em nenhuma vez que estive no Rio, mas é bom não abusar da sorte, principalmente de madrugada. Digo isso, porque aqui em SP eu jamais teria feito o que fiz lá, por aqui nunca abuso e estou sempre ligada, mas confesso que lá não foi bem assim. Acho que quando estamos passeando acabamos nos vislumbrando tanto que nos esquecemos de que cuidado nunca é demais.

No dia seguinte fiquei com preguiça de levantar bem cedo para o café da manhã, decidi dormir um pouquinho mais, pois o dia seria longo. Um dos meus colegas me ligou e disse para subir pois o Luciano Huck, Angélica e Júnior (o da Sandy rs) estavam lá em cima tomando café também. Eu achei que ele estava tirando uma com a minha cara e nem dei atenção. Mais tarde, já no trabalho, fiquei sabendo que era verdade e fiquei chateada por ter sido a única sem foto com o Huck 😂. Aliás, fica aí a dica, não tenha preguiça de levantar cedo, pode acabar perdendo boas surpresas ou até bons momentos 🙂

O resumo dos dias seguintes foi bastante trabalho durante o dia e festa a noite. No nosso último dia saímos para passear também, infelizmente não conseguimos ir a nenhuma praia pois choveu muito. Mas conseguimos conhecer alguns lugares interessantes. No finzinho da tarde fomos para a Urca andar de bondinho, claro né? Não podia faltar. O que eu não sabia, perdão pela ignorância, mas é que tem uma cidade lá em cima. Dá para passar o dia todo facilmente lá. E foi outro lugar que amei muito. Achamos um barzinho escondido (não sei se é escondido mesmo, mas para mim pareceu um senhor caminho secreto para achá-lo rs) e ficamos um tempão batendo papo por lá. Foi realmente muito bom.

Eu amei essa viagem, nada saiu como o planejado e acho que por isso acabou sendo tão divertido. Também acho que o fato de estarmos com uma turma bem grande e bem variada, com gente de vários países diferentes tornou tudo mais interessante. Ver o brilho e o encanto das pessoas com as maravilhas que o nosso país oferece nos enche de alegria e faz com que nos apaixonemos ainda mais também.

Enfim, o Rio pode até ter seus problemas, mas é impossível não amar. Que lugar, meus queridos! Eu recomendo muito, se tiver a oportunidade só vá. 🙂 Nós ficamos hospedados no Prodigy Hotel Santos Dumont, que fica literalmente grudado no Aeroporto Santos Dumont. Eu achei muito bom e um preço ok. É claro que hoje, com Airbnb, fica mais fácil encontrar locações mais em conta, mas se você é dos que prefere hotéis, eu recomendaria este facilmente. A minha experiência foi ótima lá 😉

Algumas fotinhos fofas:

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Sobre conquistar o que já foi conquistado

Essa semana que passou foi uma semana um tanto complicada, não foi? Ou será que fui eu que me deixei levar pelas loucuras que têm acontecido?

Não sei, mas me pego divagando às vezes e saio atrás de conversas que me tragam de volta para o chão e para a sanidade. Sei que não falta gente boa no mundo, mas tem dias que precisamos delas mais de perto.

Eu não acho que vivo em uma bolha, mas vai ver que vivo. Pois ainda me choco quando vejo certas notícias. Estamos em pleno 2020 e o ser humano continua repetindo os mesmos erros absurdos que contradizem os mais básicos direitos humanos. Como isso acontece? O “excesso” de realidade jogado nas nossas caras todos os dias deveriam nos fazer melhores, não piores, certo? Será que é a falta de esperança que levam essas pessoas a continuarem a seguir por esses caminhos? Será que é algum tipo de problema mesmo?

Eu sinceramente não entendo. Tantos livros e aulas de história, tanta tecnologia e informação. Como podemos não estar aprendendo? Como podemos não evoluir? Como podemos continuar repetindo incansavelmente os mesmos erros?

Outro dia, assistindo a série Anne with an E (que aliás, recomendo, é linda!), fiquei tão feliz com o pensamento daquela garota, tão jovem e tão a frente de seu tempo não aceitando as limitações e as podas feitas pela sociedade da época e indo atrás de seus direitos, os conquistando aos poucos. Fazendo pequenas diferenças em seu universo e a sensação de progresso enchendo nossos corações.

Mas aí eu parei para pensar, a série se passa no final da década de 1890. Hoje, em 2020, temos que gritar pelos mesmos motivos que aquela garotinha. Não estou dizendo que não conquistamos nada de lá para cá. Conquistamos muito!!! Mas parece que temos que ficar repetindo todo dia, porque sempre tem alguém que esquece e vêm cheios de ideais totalmente retrógrados. E se deixarmos, nos levam para baixo de novo, nos fazem voltar à estaca zero.

Não nos deixaremos levar nunca e continuaremos gritando até o fim, pois o bem, o amor, o certo (ou como você preferir chamar), sempre valerá o esforço. Eu só vim aqui desabafar, porque eu preciso confessar que, às vezes, é cansativo, sabe? Às vezes, só por um dia ou dois, eu queria que as pessoas lembrassem sozinhas e nós não precisássemos gritar novamente. Eu queria ir para o próximo passo, sem ter que ficar repetindo o anterior. Ir para frente somente. Para mim é tão óbvio, é tão fácil! Por que será que tem tanta gente tentando dificultar nossos caminhos, não é? Eu fico tão feliz quando posso facilitar a vida de alguém de alguma maneira… Será que sou muito sonhadora?

Eu espero que você esteja junto comigo nessa luta e te desejo muita paz no coração sempre, mas principalmente para esses dias mais longos e mais tristes que o normal. De qualquer maneira, já dizia Renato Russo, “espera que o sol já vem” e então, com ele, nossa energia renovada para começar tudo de novo!

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Se você tiver sorte, aprenderá que sempre mediu tudo errado

Há poucos dias terminei de ler a autobiografia da Michelle Obama e achei sensacional. Recomendo muito a leitura para todos e, em especial, para as mulheres. Acho que nos faz olhar de uma perspectiva diferente para muitos problemas e situações delicadas que nos tocam nas feridas.

Eu poderia fazer um livro sobre os pontos da história que me marcaram. Hoje escolhi falar sobre nossas percepções de vida e importâncias, já falei aqui no Blog sobre como nossos sonhos e desejos mudam de proporção conforme o tempo passa e a vida nos impõe situações inesperadas.

E em um momento da história, Michelle fala que “as crianças aprendem a medir muito antes de entenderem o tamanho ou o valor de qualquer coisa. No fim das contas, se você tiver sorte, aprenderá que sempre mediu tudo errado“. E eu gostei muito disso, pois é exatamente assim que enxergo a vida. Quando crianças temos noções muito abstratas do que poderia ser uma vida melhor. Às vezes um quintal maior ou um cachorro já é a pura definição de felicidade. Conforme vamos amadurecendo vemos (ou às vezes nem percebemos, dada a sutileza das mudanças) nossos sonhos e expectativas mudarem. Diria que eles crescem junto com a gente.

No decorrer dos anos entendemos e conhecemos muita coisa nova e reavaliamos importâncias em nossas vidas. O que realmente importa para você? Parece óbvio, mas não é. Na verdade é muito difícil responder a essa questão. O ideal de plenitude envolve muitos aspectos estarem em harmonia em conjunto e a gente bem sabe que a vida não é um mar de rosas e que tem muita coisa que não depende só da sua boa vontade.

Eu diria que aprendemos a medir certo quando enxergamos que alcançar a plenitude não é fazer malabarismo para conseguir essa harmonia perfeita. É justamente entender que você nem sempre vai estar bem, que não dá para fazer tudo 100% perfeito, nem fazer tudo que você quer ao mesmo tempo.

Saber medir certo é saber medir individualmente cada conquista de acordo com as realidades da sua vida. É saber que comparar sua vida com a do outro não vai te levar a lugar algum, pois cada um tem sua trajetória e o seu tempo. É aprender a respeitar esse tempo.

É saber que às vezes você vai falhar e não entrar em desespero por isso. É aprender a lidar com suas frustrações. É chorar, quando for necessário, mas lembrar de parar depois de lavar sua alma, pois a vida é linda demais para desperdiçar nosso precioso tempo. É aprender com seus erros e tombos e viver em paz, porque você sabe que amanhã o sol nascerá outra vez trazendo novas oportunidades de sucesso para você.

É entender que não adianta se desesperar porque você não vai conseguir acabar com a fome do mundo, mas saber que você pode fazer a diferença na vida de alguém. É fazer o bem para você e para o próximo e usar suas condições e seu poder de alcance (independente de qual seja o tamanho dele) para fazer a mudança que te cabe fazer.

Plenitude não é acertar sempre, é estar feliz com cada escolha que você faz e se orgulhar de tudo aquilo que conquistou. Eu sei que é mais fácil falar do que fazer e sentir realmente, mas aos pouquinhos vamos melhorando e chegando cada vez mais perto.

E você, como anda medindo sua vida?

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