Novos dias virão

A quarentena tem deixado vocês mais sensíveis? Eu sempre fui uma pessoa sensível, mas esses últimos dias estou me sentindo presa em uma tpm contínua rs. Sempre fui aquela que abraça, sabe? Não sei nem descrever como tenho sentido falta de abraçar as pessoas queridas. E quem dera esse fosse o único ponto, a verdade é que toda a maldade e ignorância que temos visto circulando por todo o mundo nos deixa com uma sensação de impotência tão grande que não sei bem como poderia ajudar…

Não tem sido fácil amigos, mas acredito que logo estaremos nos referindo sobre esse período desastroso no passado. Nos reunindo nas nossas adoradas mesas de bar, tomando um drink com os amigos (ou onde mais você goste de ir). Tenho trabalhado muito a minha paciência há algum tempo e agora mais do que nunca, mas não posso negar que estou ansiosa para que esses dias cheguem logo.

Sigo acreditando, fazendo minha parte e mandando muita energia positiva, que é o que posso fazer por aqueles que não tenho como ajudar. Muita saúde e paciência para todos nós 😘

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Closure

Já dizia nossa querida Rachel “I’m over you”. Só que a gente sabe que não era bem verdade. Quem aí já assistiu Friends provavelmente se lembra daquele em que o Ross fica sabendo. Para quem não viu, aqui vai um breve resumo: Rachel tem sentimentos por Ross, mas ele está com outra pessoa. Então ela decide sair com outros para tentar esquecê-lo. Obviamente não funciona e durante o péssimo encontro, o pobre date diz a ela que para superar ela precisa colocar um ponto final nessa história.

Saindo um pouco do contexto da série, eu bem concordo que existem situações, e não somente as amorosas, em que realmente precisamos de um encerramento, de um ponto final. O problema é que nem sempre conseguimos um e isso parece que vai matando nossa dignidade devagarinho. Mas a grande verdade é que confundimos o significado de closure. Temos essa necessidade de querer que o outro saiba que o superamos, mas ainda que consigamos fazê-lo saber, não é isso que realmente nos deixa prontos para seguir em frente. Eu diria, inclusive, que essa vontade nos mostra apenas o quanto não superamos a tal situação.

O ponto final que precisamos vem da gente mesmo. Somente quando você aceita lá no fundo do seu coraçãozinho que algo acabou e que você, não só pode, como vai ser muito feliz mesmo assim é que você, finalmente, consegue colocar um ponto final na história e virar a página para continuar escrevendo os próximos capítulos da sua vida. E tem mais, quando isso acontece, você se dá conta que já não faz diferença o que o outro sabe ou pensa sobre você, porque o seu coração está em paz e é só isso que importa.

4 Rachel Green moments we can all relate to | The Daily Struggle

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Não se esqueça da criança que você foi

Há um tempo atrás eu sonhei comigo. Frase estranha, eu sei, o sonho também foi estranho. Não sei bem o que significou, mas confesso que depois desse dia comecei a gostar mais de mim.

Eu sonhei que eu estava em uma subida (aleatória) e quando chegava lá em cima eu encontrava comigo mesma, mas uma versão antiga de mim. Tão antiga que estava usando o uniforme da escola que eu estudava (Mater Amabilis – ai que saudade ). Quando nos vimos ficamos confusas, porém felizes, muito felizes. Abrimos um belo sorriso e nos abraçamos. Eu sei que estou parecendo louca falando desse jeito, mas eu realmente sonhei isso e eu não consigo explicar qual foi a sensação de estar me abraçando. Eu senti muita coisa, mas a principal foi felicidade. Nossa, tinha tanta coisa que eu queria falar para a minha versão mais nova, mas a única coisa que eu consegui falar foi que eu a amava, ela me disse algumas coisas também, mas eu já não me lembro mais. Lembro que choramos e nos abraçamos de novo.

Eu acordei bem confusa e os sentimentos ainda todos embaralhados. Já faz um tempo que sonhei isso, nunca consegui esquecer a sensação. Já tive muitos sonhos loucos (sério, já sonhei que tinha sido pega por uma máfia japonesa 🤷🏼‍♀️😂), mas nunca tinha sonhado assim e nunca mais sonhei de novo. Foi muito diferente e realmente gostaria de um dia sonhar algo parecido, porque foi incrível. Talvez isso não signifique absolutamente nada rs. Eu acredito que eu estava precisando relembrar um pouco de como a Gabriela de 12/13 anos via o mundo, cheia de inocências e desejos e sonhar foi o jeito do meu subconsciente resolver o problema. Sempre quando me encontro em situações difíceis eu me lembro desse sonho e tomo minhas atitudes pensando que aquela Gabriela sentiria orgulho de quem ela se tornou quando cresceu.

Eu sei que é meio doido, mas quis compartilhar esse acontecimento pois acho que às vezes a gente esquece que a pessoa mais importante da nossa vida é a gente mesmo. É fácil esquecer disso porque a gente não esbarra consigo mesmo por aí. Eu tive a sorte de ter conseguido isso em sonho, mas acho que não é tão comum, então fica o lembrete: cuide-se sempre, coloque-se em primeiro lugar na sua vida, o maior carinho que você pode receber é aquele que você julga merecer, portanto se valorize, não se esqueça da criança que você foi e batalhe o máximo para ser o motivo de orgulho dela, mude de ideia quantas vezes for necessário, mas nunca perca sua essência

O que estou fazendo – Dezembro 2016 | vida organizada

P.S. Se alguém aí já sonhou algo parecido, comenta que vou gostar de saber 😉

Foto autoral – Eu e minha irmã rumo ao primeiro dia de aula no Colégio Mater Amabilis.

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Eu amo São Paulo com toda a sua loucura!

O que é ser paulistano?

É comer BOLACHA, pizza SEM catchup, pastel com caldo de cana na feira de manhã, coxinha, lanche, tomar uma breja e ir na padoca; é andar rápido e estar sempre com pressa; deixar a esquerda livre; pouca paciência; muito trânsito; muita gente; roupa social; dois empregos e corre para a faculdade a noite; metade do dia no trânsito e outra metade trabalhando; estresse e gastrite; filas e mais filas; passear na paulista; ir para o Ibira; quatro estações do ano no mesmo dia; não tenho sotaque; tipo, meu, mano e tá ligado? (inclusive mais do que eu gostaria, mas o hábitozinho difícil de se livrar); opção para tudo 24h por dia; multipluralidade cultural; falar mal da cidade, mas defender com unhas e dentes quando alguém de fora fala.

“Paulistano é aquele cara que acorda cedinho, atrasado, escova os dentes, toma banho rápido, confere as notícias passando pelo Instagram, Twitter, Facebook, envia mensagens pondo seus posts nos três ao mesmo tempo. Sai com pressa, corre para o carro sem verificar a placa de rodízio, levando cinco multas até chegar ao seu destino.”
Tom Cavalcante

“Quando estamos cansados de estresse, trânsito, fila e resolvemos passar o feriado no Guarujá, que é a mesma coisa, mas com chuva.”
Mauricio Meirelles

“É ter um país inteiro dentro de um país inteiro… Poder comprar de um alfinete a um navio… ouvir música de um realejo ou de uma orquestra internacional… Comer um pastel de feira ou jantar num restaurante cinco estrelas… Do malabarista no farol a um musical da Broadway…”
Marcelo Mansfield

Aos amantes de São Paulo eu peço perdão, porque acho que poucas pessoas já falaram tão mal dessa cidade quanto eu. Antes de qualquer coisa, acho importante dizer que sou meio reclamona mesmo, sou meio impaciente e infelizmente tenho esse defeito (que tento sempre melhorar, mas confesso que ainda está longe de estar bom). Mas a verdade é que se eu reclamo é porque eu gosto ou no mínimo significa algo para mim, porque o que eu não gosto eu não perco muito tempo prestando atenção.

Sempre encontrei dez mil e um defeitos na cidade. Não consigo chegar em lugar nenhum em menos de meia hora e acredite quando digo que meia hora é muito rápido, geralmente perco muito mais tempo no trânsito em distâncias pequenas. E isso ainda considerando que tenho o privilégio de ter um carro, porque me lembro da época em que fazia baldeação na estação da luz às sete da manhã. Sério às vezes dava vontade de chorar. Eu nunca deixava de me impressionar com o fluxo de pessoas naquele lugar. É surreal, eu nunca verifiquei as estatísticas de fluxo do metrô, mas acredito que sejam números absurdos. O que me leva a outro tópico, excesso de gente. Sempre achei que tem gente demais nessa cidade, estamos super saturados, não consigo encontrar um único metro quadrado sem uma pessoa.

No entanto, uma vez participei de um processo seletivo em que a moça do RH veio de alguma cidade do sul para aplicar uma dinâmica de grupo nos candidatos. Com o perdão da expressão, ela chegou dando um tapa na minha cara (no sentido figurado, claro rs). Ela fez um super discurso para todos os candidatos de como éramos privilegiados de morar aqui, que o pessoal de fora sempre sonha em vir para cá, porque aqui é onde tem as maiores oportunidades, porque quando alguém é promovido fica conhecido como “o cara” que está indo para SP e coisas do gênero. Sinceramente, não concordo 100% com tudo que ela disse, principalmente porque o mercado vem mudando bastante ultimamente, mas sou obrigada a admitir que realmente esta cidade é rica em oportunidades de todos os tipos e eu nem sempre dei valor a isso.

Dito tudo isso, a verdade é que quanto mais eu leio sobre paulistanos mais eu ME vejo. Eu diria que só no último ano eu percebi que eu sou 110% paulistana, tanto nas qualidades quanto nos defeitos (infelizmente). A lista que eu fiz no começo do texto? Check em tudo! E o que mais me fez perceber isto foi uma conversa que tive com um professor de inglês. Ele veio da Nigéria e estava morando no Brasil há pouco mais de um ano, mal falava português, mas é completamente apaixonado pelo nosso país. E uma vez conversando sobre transporte eu comentei que entre metrô e ônibus eu preferia o metrô, porque era bem mais rápido e ele não entendia duas coisas:

  1. Por que preferir andar no subterrâneo se você tem a opção de andar por cima do chão e admirar a cidade?
  2. Por que você quer chegar mais rápido? Para que toda essa pressa?

Para a primeira questão eu disse que concordava que era melhor poder ver a paisagem, a cidade e a luz do dia ao invés da escuridão do metrô, mas que eu abria mão disso facilmente para chegar mais rápido. E gente, o homem não me entendia, eu não consegui explicar para ele porque eu tinha pressa. Ele me perguntava qual a diferença de demorar uns minutos a mais e eu falava que não gostava de chegar atrasada e ele replicava dizendo que era só sair mais cedo. Eu confesso que achei a discussão muito engraçada, pois ele não conseguiu entender minha pressa e eu, apesar de entender o que ele disse e até achar que ele deve aproveitar a vida melhor que eu, ainda continuo apressada. Encerramos o assunto com ele concluindo que “eu sou bem paulistana mesmo”.

Confesso que depois desse dia eu comecei a olhar para as coisas de um jeito diferente, tento melhorar tudo que pode fazer minha vida mais prazerosa (como admirar a paisagem da nossa selva de pedra), mas mesmo com meus defeitos percebi que tenho muito orgulho de ser paulistana. Nunca morei em outro lugar e não vejo a hora de experimentar. É um sonho antigo meu. Mas mesmo que eu acabe gostando de outro lugar e não voltando para me fixar por aqui, eu sempre guardarei com carinho a minha querida cidade, que já me irritou tanto, mas que também foi onde eu vivi os melhores momentos da minha vida até hoje. Digo com orgulho que sou paulistana raiz, porque no fim somos tão loucos quanto a cidade e a amamos muito.

Algumas fotinhos para quem ainda não teve o prazer de conhecê-la e para matar a saudade de quem já teve 😉 :

Ponte Octávio Frias de Oliveira – a famosa ponte estaiada
Museu de Arte de São Paulo – MASP
A mais paulista das avenidas
Parque Ibirapuera
Catedral da Sé
Sala São Paulo
Teatro Municipal
Mercado Municipal
Edifício Itália
Farol Santander
Pinacoteca de São Paulo

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Tem gente que magoa a gente

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Tem gente que magoa a gente e a gente não esquece, mas a gente aprende a seguir em frente. Tem gente que diz que vai mandar mensagem, mas não manda. Tem gente que diz que vai ligar, mas não liga. Tem gente que promete que não vai nos machucar, mas machuca. Tem gente que simplesmente vai embora e você nem entende o porquê.

A gente fica com raiva e procura um motivo, uma explicação. Sinceramente acho que nem sempre tem um motivo e mesmo que tenha, que diferença faz? Se alguém escolheu não estar ali então é melhor que não esteja mesmo. Ninguém merece estar com alguém pela metade. A gente quer falar para o outro tudo que ele fez a gente sentir. A verdade é que o outro tem plena consciência que o que ele faz afeta você e ele faz mesmo assim porque ele não se importa. Dói admitir, por isso ficamos procurando outra razão. Não tem outra razão, o fato é que nem todo mundo vai gostar de você do jeito que você queria. E você tem que aprender a conviver com isso, está tudo bem, não tem problema nenhum. Você não vai morrer por causa disso, mesmo que ás vezes pareça que vai.

Sabe aquela história de tentar sempre encontrar o lado positivo da situação? É irritante, mas é realmente o melhor a se fazer, porque é com a dor que os outros causam em você que você aprende o que você não quer ser. Eu conheci gente que me ensinou o que é rancor, gente que me ensinou o que é egoísmo e gente que me ensinou o que é maldade. E graças a essas pessoas eu sei o quanto eu não quero ser como elas. Estas são coisas horríveis com as quais eu não quero ser relacionada. Eu gosto de pensar que quando alguém lembra de mim, lembra com alegria.

Eu sofri convivendo com algumas pessoas, mas com elas eu amadureci e comecei a analisar melhor tanto pessoas quanto situações e hoje eu digo que já não caio mais nas mesmas armadilhas. Provavelmente ainda cairei em outras diferentes, afinal a vida é assim e eu ainda tenho muito a aprender. Mas o que eu já aprendi é que não importa quantas vezes eu caia, eu SEMPRE vou me levantar mais forte e mais esperta. E, ainda mais importante, eu aprendi a não deixar que esses tombos me deixem mais amarga. Porque apesar de tudo, quando você esbarra em gente boa, você se lembra porque nunca vai desistir, essas pessoas renovam a nossa esperança no mundo e transbordam o nosso coração de amor. E é esse o tipo de pessoa que eu escolhi ser.

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